Representando a 6P, nossa analista de marketing digital, Juliana Zanatta, participou da última edição da Campus Party, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia da atualidade

Confira o depoimento da Ju, que viveu essa imersão em conhecimentos e oportunidades de negócios.

 

A Campus Party me deixou impressionada, mas não foi por causa dos robôs!

Já saiu de um evento se questionando sobre como seu trabalho influencia as pessoas ao redor? Ou pensando o que você poderia estar fazendo para contribuir com a resolução dos problemas do mundo?
Pois é, foi como eu saí da #CampusParty!
Daí você pode pensar: nossa, que péssimo, então não valeu a pena passar 5 dias enfiada no Expo Center Norte, mergulhar em um universo completamente diferente e assistir 25 palestras, workshops ou debates, né?!
Lógico que não!
Terminei a Campus com a sensação de que foi o evento mais inspiracional que já fui. A questão é que eu vi tanta gente “fazendo a diferença” que é impossível não olhar para o próprio umbigo e repensar nossos próprios projetos pessoais e profissionais.
A palavra do mercado atual é PROPÓSITO. Todo evento tem esse tema como centro, praticamente todo palestrante vai citá-la em algum momento, e estranho seria se não citasse. É possível fazer algo sem propósito, seja ele qual for?
No evento, o propósito foi tratado de uma maneira muito mais profunda. Palestrantes, marcas e um coletivo gigante de pessoas pensava em formas de mudar a vida de outras pessoas, com geração de valor real, e foi isso que me inspirou.
Ver gente de diferentes áreas trabalhando com objetivo, focados na evolução humana, pensando em diferentes formas de transformar a educação, para que a gente tenha cada vez mais pessoas capacitadas e focadas desde cedo em resolver problemas que afetem indivíduos e não negócios ou mercados.
Outra coisa que me chamou atenção foi a forma de tratar os temas Evolução e Inovação. Temas muito explorados nos eventos de comunicação, tecnologia e marketing.
Fui esperando uma chuva de informações e referências de Big Data, Inteligência Artificial, Machine Learning, programação, robótica e tudo que poderia se esperar de um evento nerd ;).
Exploramos muito isso? Lógico! Mas vi muito conteúdo separando a evolução e a inovação do campo da tecnologia, trazendo a discussão para soluções mais humanas e a respeito de disrupção de formas de pensar e agir com mais peso do que investimento em soluções megatecnológicas e automatizadas.
Me surpreendeu muito positivamente, já que estamos tão acostumados a ver profissionais e empresas usando a tecnologia como muleta da inovação, como se não existisse uma coisa sem a outra, daí você chega no maior evento de tecnologia e vê gigantes de mercado como Ford e Leroy Merlin falando de ouvir pessoas e pensar soluções simples para problemas complexos, foi realmente um aprendizado.
Mal sei o que falar do encontro com dois nomes que saí admirando profundamente, a química Joana Felix e a programadora Camila Achutti. Trouxeram pontos maravilhosos para pensar sobre o que é de fato fazer um trabalho que resolva problemas de alguém. Como pensar no porquê de um projeto sempre traz resultados tão impactantes. Confesso que me emocionei com os relatos das duas, mais do que justo elas terem sido retratadas no projeto Donas da Rua, do Maurício de Sousa Produções.
Aliás, ouvir o próprio Maurício no último dia de evento, com seus 83 anos e com a vontade de evoluir e inovar tão jovem é outro motivo de inspiração. Enquanto muita gente reclama das mudanças tecnológicas e culturais, ele se apropria das novidades, incorpora aos seus produtos e segue contando histórias para o mundo todo.
Como não citar a palestra do Uri Levine, cocriador do nosso querido Waze? Segurar as pessoas atentas quase 22 horas de uma sexta-feira não é tarefa fácil para ninguém, mas era impossível deixar de ouvir uma pessoa que é “viciada em criar startups”. O segredo dele? Sempre focar nos problemas que ele gostaria de resolver na vida das pessoas, como o trânsito.
Afinal, será que estamos trabalhando em projetos realmente úteis? Quais problemas estamos resolvendo? Qual nosso propósito real? Essas e outras questões não saíram da minha cabeça desde domingo (17/02), e achei ótimo, afinal, se você vai a um evento desses e sai igual chegou você foi errado, não é mesmo!?
Como sintetizar a #cpbr12 em uma série de palavras?
Inovação – Propósito – Evolução
Mas vou me sentir no direito de roubar a visão da Camila Achutti e dizer que a palavra é Youthquake. Uma palavra antiga, mas que se refere à revolução significativa provocada por ações ou influência jovem, lembrando que o Maurício está citado aqui para mostrar que juventude nada tem a ver com idade.

 

  • Juliana Zanatta