A playlist da vez é de Doo-wop. Conhece? Se não, vamos falar um pouquinho sobre ele.

Sabe aquela música famosa do Bobby Mcferrin “don´t worry, be happy”? E aquela “Proud Mary” da época em que Tina Turner ainda estava casada e fazendo shows com Ike Turner? Ambas têm muito Doo-wop nelas.

O Doo-wop é um estilo musical que surgiu, inicialmente, na comunidade negra norte-americana, em 1930, e é totalmente baseado no rhythm and blues, em que a voz imita um instrumento. Tornou-se popular nas décadas de 40 e 50, mas entrou em declínio na metade da década de 50, em decorrência da ascensão de novos estilos de rock and roll. Apesar disso, o estilo continua inspirando vários outros gêneros musicais.

O som da palavra doo-wop vem justamente da ginástica das vozes. Como muitos músicos na época não tinham dinheiro para comprar instrumentos, a maior parte dos integrantes cantava à capela, ou seja, apenas com vozes. Inclusive alguns intérpretes imitavam instrumentos em perfeita harmonia, como por exemplo, na música “Count Every Star”, do The Ravens, com vocais que imitam o arranque de um contrabaixo. Ou algo mais atual, como a música “MMMbop” do grupo Postmodern Jukebox, fazendo um cover dos Hansons na base do Doo-wop.

Com a ascensão de novos estilos de rock, em 1964, o Doo-wop começou a sair de moda, e algumas lojas interessadas em vender o velho estilo o categorizaram com o termo “Old Town Music”.

Influenciados pelo jazz-vocal, alguns grupos brancos como The Beach Boys, The Four Freshmen, entre outros, mantiveram o estilo com bastante sucesso nos anos 60, modernizando o movimento com a surf music vocal e, logo depois, com um pop sofisticado e a música psicodélica, abusando dos vocais cada vez mais trabalhados e complexos, como esse improviso com o público em um show do Bobby Mcferrin, em Montreux.

A construção da soul music teve influência direta do Doo-wop, sobretudo com a gravadora Motown, que gravou discos de Jackson Five e The Supremes, nos anos 60 e 70.

Além do mais, bandas como Sha Na Na, um grupo bem-humorado de rock, apresentou versões de sucessos Doo-wop, interpretando a cultura urbana daquela época em seus shows, se apresentando inclusive no festival Woodstock, na fonte da cultura hippie e psicodélica.

Golden Boys e The Snakes, liderados pelo “tremendão” da Jovem Guarda Erasmo Carlos, foram grupos que representaram bem o Doo-wop no Brasil. Inclusive, no primeiro disco do The Snakes, em 1961, o grupo fez um cover da clássica “Sh-Boom”.

As bandas mais famosas influenciadas pelo Doo-wop são:

– Danny & the Juniors

– Dion and the Belmonts

– Ike & Tina Turner

– The Four Tops

– Golden Boys

– The Isley Brothers

– Johnny Maestro & the Brooklyn Bridge

– Labelle

– The Marcels

– The Marvelettes

– The Miracles

– The Olympics

– The Parliaments

– The Platters

– Sha Na Na

– The Shirelles

– The Supremes

– The Temptations

– The Chekcers

– The Clovers

– The Famous Flames

– The Five Sharps

– The Flairs

– The Flamingos

– The Tokens

– Trio Esperança

Passados mais de setenta anos, o Doo-wop ainda segue influenciando as novas gerações, agora mesclado a todos os gêneros musicais que ainda valorizam as harmonias vocais.

Você deve estar ansioso para ouvir a playlist, né? Então aperte o play e curta essa viagem:  https://spoti.fi/2Cp9uiG 

 

Referências: http://bit.ly/2PHdM8x