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Especial dizaí@ – The Circle

Em Notícias | 27-04-2020

O primeiro especial digital do dizaí@

Circle, mensagem. Em tempos de COVID-19, a internet se tornou ainda mais essencial em nossos dias. Empresas estão criando novos produtos, novas formas de trabalho e realizando diversas ações que ajudam outras pessoas, e você pode conferir um pouco mais sobre essas novas atitudes no nosso artigo publicado anteriormente, o Guia completo de efeitos, causas e acontecimentos gerados pelo coronavírus.

Entrando nesta nova onda, nós, os websurfistas do dizaí@, realizamos o nosso primeiro especial digital para os colaboradores da agência. Os especiais desenvolvidos têm o intuito de gerar discussão e aprofundamento em algo que está no hype, no auge. E, desta vez, fizemos algumas análises sobre o reality show da Netflix, o The Circle Brasil.

The Circle

Para quem não conhece, o The Circle é um reality show criado em 2018, no Reino Unido, com a intenção de refletir, segundo o criador Stephen Lambert, o lado bom e o ruim das redes sociais. Transmitido pelo Channel 4, foi desenvolvido para substituir o tão popular Big Brother. Nele, cada participante é isolado em um apartamento exclusivo, podendo conversar somente com os outros participantes, tudo isso através de uma rede social interna, o Circle.

Comunicação

Acima vemos um processo básico de comunicação e seus elementos constituintes. Essa estrutura foi apresentada por Roman Jakobson, um dos principais linguistas mundiais. Dentro deste contexto, conseguimos identificar a real importância do código que, segundo o site Brasil Escola, é a forma como a mensagem se organiza.

No The Circle, por exemplo, é possível identificar um novo valor expressivo das hashtags e dos emojis. Eles não são mais só um complemento da mensagem, mas são um código transmissor totalmente diferente da palavra. 

O site Brasil Escola também destaca o mau uso dos elementos apresentados na imagem, esse fato pode ser chamado de ruído, algo que atrapalharia a comunicação. No reality, podemos destacar os seguintes pontos:

  • Estereótipos – A primeira coisa que você faz no jogo é julgar o perfil dos outros participantes, desta forma, a nossa mente começa a estereotipar as pessoas a partir dos nossos pré-conceitos mentalmente estabelecidos.
  • Linguagem regional – O programa foi muito cuidadoso ao escolher participantes de diferentes regiões, porém fica claro que no jogo as pessoas possuem algumas dificuldades em entender dialetos regionais, como, por exemplo, o participante JP que sempre era questionado sobre o significado da palavra “aperreio”.
  • Ambiguidade linguística – Também muito ligada ao estereótipo, podemos imaginar o que quisermos dentro de uma frase, tudo isso levando em consideração o que achamos da pessoa. Também há um peso de afinidade, a comunicação com cada pessoa tem seus pontos diferentes e é necessário entender cada um. Às vezes, algo que para você é muito fofo, para outra pessoa pode parecer falso.
Influencers

O The Circle é um jogo baseado em popularidade, toda semana os participantes fazem um ranking de pessoas que elas mais gostam, as duas pessoas mais bem avaliadas são consideradas influencers e elas podem escolher quem eliminar. A cada pessoa eliminada, uma nova entra no jogo.

Geralmente as pessoas mais bem avaliadas eram as que apresentavam um posicionamento concreto e verdadeiro, mostrando conteúdo. E as pessoas eliminadas eram as mais “vazias”, que não se posicionavam.

Não é difícil trazer todo este contexto para fora do programa. Podemos comparar com a cobrança de posicionamento da cantora Anitta na época das eleições presidenciais. E o que tudo isso mostra para nós? As pessoas estão cobrando posicionamentos de seus influenciadores preferidos e isso impacta diretamente no mundo das marcas.

Segundo uma pesquisa do Youpix, 77,5% das marcas acreditam que influenciadores e criadores podem ser bons aliados e bons interlocutores em tempos de COVID-19, mas fica o questionamento, neste momento devo escolher os influenciadores por números ou por conteúdos/posicionamento? 

No reality, tivemos o caso do Gaybol, por exemplo, que já possuía canal no YouTube, mas que foi eliminado por não se posicionar e ficar muito em cima do muro. Será que a sua empresa está trabalhando com os influenciadores certos? 

Fakes

Ao entrar no jogo, você tem a possibilidade de criar um perfil verdadeiro ou falso, os chamados fakes. Mais ou menos 13 participantes entraram no reality, destes, 4 eram fakes e somente um chegou na final. A maioria dos participantes justificaram a criação destes perfis por escolherem pessoas que acreditavam ter maior possibilidade de serem mais populares, seria esse um caso de falta de autoestima?

O Canaltech conversou com a Ellen Moraes Senra e a Marina Prado Franco, psicólogas e especialistas em Terapia Cognitivo Comportamental, para entender quais os motivos para as pessoas criarem fakes, entre eles estão:

  • Possibilidade de agir e ser alguém diferente do que demonstra no cotidiano e com as pessoas ao redor, seja por falta de coragem de assumir quem realmente é ou mesmo por achar que, dessa forma, pode ser livre para agir como quiser.
  • Poder se divertir e conhecer novas pessoas.
  • Atender às necessidades não satisfeitas na vida real.
  • Para controlar e checar comportamentos do parceiro.
  • Para se expressar de maneira ríspida ou se vingar sem ser identificado ou até por sentir prazer em enganar adolescentes e pessoas inocentes.
  • Perfil fake muitas vezes remete a uma baixa autoestima ou insegurança pessoal, visto que uma pessoa com essas características consegue criar um personagem totalmente novo e diferente de si mesmo na web.
  • Porque a vida que levam não os permite ter determinadas aberturas.
Bloqueados

Em um dos especiais que nós criamos, o assunto foi sobre a “Cultura do Cancelamento” e como ela está interferindo nas relações humanas e até mesmo no mundo das marcas. No programa, o eliminado era automaticamente cancelado a partir do momento que os influencers davam sua decisão final, eles não podiam mais entrar no chat do circle, a única coisa que deveriam fazer era arrumar as suas coisas e tchau!

O cancelamento também traz o conceito de boicote, por mais que alguém seja muito legal, influente, dentro de um jogo ou de um contexto, ela pode sofrer consequência por isso. Uma fala errada, uma ação não justificada, uma mentira, tudo isso pode ser motivo para o seu cancelamento. Mas como isso se aplica dentro das marcas? É só lembrar de quando a Magalu (Magazine Luiza) realizou uma promoção com cupons de descontos no Twitter e acabou saindo como #MagaluCaloteira.

#DizAíIndica

Para finalizar o nosso artigo de hoje, vamos trazer aqui algumas indicações de produções audiovisuais que envolvem algumas temáticas apontadas anteriormente.

  1. Catfish – Programa
  2. Circle – Filme
  3. Don’t f**k with cats – Série documental
  4. Black Mirror – Série
  5. Carmen – Clipe do cantor Stromae
  6. we never talked about THE CIRCLE – Vídeo análise do canal tiffanyferg no YouTube

Ufa, chegamos ao final! Esse foi um pouquinho do material que trouxemos para este especial. Acompanhe as novidades do dizaí@ aqui no blog e, também, pelos destaques e stories da 6P. E não se esqueçam: estamos juntos, mas separados. #StayHome. Circle, enviar!